Florística e estrutura da vegetação arbustivo-arbórea em uma área de cerrado rupestre no parque estadual da Serra de Caldas Novas, Goiás

Autores

  • Thaís Almeida Lima Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
  • José Roberto Rodrigues Pinto Universidade de Brasília, Departamento de Engenharia Florestal
  • Eddie Lenza Universidade do Estado de Mato Grosso
  • Alexandre de Siqueira Pinto Universidade de Brasília, Departamento de Ecologia

Palavras-chave:

afloramentos rochosos, Brasil Central, fitossociologia, savana

Resumo

O cerrado sentido restrito é a fitofisionomia predominante do bioma Cerrado, ocupando grandes extensões do Planalto Central brasileiro. Quando essa vegetação se desenvolve sobre Neossolos Litólicos recebe a denominação de cerrado rupestre. O conhecimento sobre as comunidades arbustivo-arbóreas deste subtipo fitofisionômico do Cerrado é muito limitado. O objetivo deste estudo foi analisar a composição florística e a estrutura da vegetação arbustivo-arbórea em uma área de cerrado rupestre localizada no Parque Estadual da Serra de Caldas Novas (PESCAN), Goiás, Brasil e comparar suas características florísticas e estruturais com aquelas de outras áreas de cerrado sentido restrito localizadas no Brasil Central. Foram amostrados todos os indivíduos com diâmetro a 30 cm do solo > 5 cm, presentes em 10 parcelas aleatórias de 20 × 50 m. A riqueza florística registrada foi de 66 espécies, distribuídas em 53 gêneros e 31 famílias botânicas. A vegetação estudada tem características florísticas e estruturais semelhantes àquelas registradas em outras áreas de cerrado sentido restrito sobre solos profundos, porém, com a presença de algumas espécies típicas de cerrado rupestre, como Schwartzia adamantium (Cambess.) Gir.-Cañas e Wunderlichia mirabilis Riedel ex Baker e algumas raras para o bioma, por exemplo, Peltogyne confertiflora (Mart. ex Hayne) Benth., Myrcia canescens O. Berg e Myrcia variabilis DC. A área basal encontrada foi relativamente elevada (12,39 m².ha-1) devido à alta densidade de indivíduos (1.357 ind.ha-1), bem como a abundância de indivíduos de grande porte, de espécies como Sclerolobium paniculatum Vogel, Pterodon pubescens (Benth.) Benth., S. adamantium e P. confertiflora. Dessa forma, o substrato raso sob o cerrado rupestre do PESCAN, não limitou o desenvolvimento da vegetação arbustivo-arbórea, nem condicionou o estabelecimento de uma flora diferenciada. No entanto, a elevada importância estrutural de poucas espécies lenhosas típicas e adaptadas aos ambientes rupestres garante certa peculiaridade florística à comunidade estudada.

Publicado

06/01/2010

Como Citar

Lima, T. A., Pinto, J. R. R., Lenza, E., & Pinto, A. de S. (2010). Florística e estrutura da vegetação arbustivo-arbórea em uma área de cerrado rupestre no parque estadual da Serra de Caldas Novas, Goiás. Biota Neotropica, 10(2). Recuperado de //www.biotaneotropica.org.br/BN/article/view/690

Edição

Seção

Artigos
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