Vol 11 Num 1




Mamíferos não voadores (Mammalia) da Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins

Ana Paula Carmignotto

Universidade Federal de São Carlos
Campus Sorocaba, Rodovia João Leme dos Santos (SP-264), km 110, Bairro Itinga, Sorocaba, São Paulo, Brasil, CEP 18052-780
email: apcarmig@ufscar.br

Caroline Cotrim Aires

Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo
Av. Nazaré, 481, Ipiranga, São Paulo, São Paulo, Brasil, CEP 04263-000

palavras-chave
marsupiais, roedores, mamíferos de médio e grande porte, diversidade, composição, Cerrado, conservação

publicado em: 25/03/2011





Resumo
A comunidade de mamíferos terrestres foi amostrada em três localidades (1-Mateiros, TO; 2- Rio da Conceição, TO e 3- Formosa do Rio Preto, BA) no interior da Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins. Para o registro dos marsupiais e pequenos roedores foram utilizadas armadilhas convencionais (5.396 armadilhas.noite) e armadilhas de queda (5.300 pitfalls .noite) nas diferentes fitofisionomias encontradas, entre elas: campo úmido, campo limpo, campo sujo, campo cerrado, cerrado sensu stricto , cerrado pedregoso, mata de galeria e mata de galeria úmida. No caso dos mamíferos de médio e grande porte, foram obtidos registros casuais através de observação direta e evidências indiretas (rastros, fezes, crânios e carcaças de animais encontrados mortos). Foram amostradas 24 espécies de pequenos mamíferos e 17 espécies de mamíferos de médio e grande porte, totalizando 41 espécies para a região. Considerando-se os pequenos mamíferos, a comunidade foi representada por várias espécies raras e de abundância intermediária, e poucas espécies muito abundantes. Os roedores cricetídeos dominaram tanto em número de espécies (14) quanto em abundância (50% da comunidade). As espécies se distribuíram, basicamente, em dois tipos de fisionomias: um grupo esteve restrito aos ambientes florestais, e outro às formações abertas, demonstrando a grande seletividade de hábitats e a importância de se amostrar o mosaico de hábitats presente na região para uma melhor caracterização da diversidade deste grupo de mamíferos. Em termos biogeográficos, a fauna de pequenos mamíferos amostrada apresentou certa sobreposição com a fauna da Caatinga e da Amazônia, evidenciando a importância destes biomas para a composição de espécies das comunidades que habitam a porção norte do Cerrado, além da presença de espécies endêmicas e de distribuição geográfica restrita ao norte do bioma, caracterizando uma comunidade distinta de outras regiões do Cerrado. Em relação aos mamíferos de médio e grande porte, a presença de um elevado número de espécies ameaçadas de extinção (10) também ressalta a importância da preservação desta região.

como citar este artigo
Carmignotto, A. P. e Aires, C. C. Mamíferos não voadores (Mammalia) da Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins. Biota Neotrop.  Jan/Mar 2011 vol. 11, no. 1 https://www.biotaneotropica.org.br/v11n1/pt/abstract?article+bn03911012011 ISSN 1676-0603.



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