

Forrageamento de aves por frutos e insetos em restinga arbustiva, sudeste do Brasil
Verônica Souza da Mota Gomes
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Programa de Pós-Graduação em Ecologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ilha do Fundão, CCS, Bloco A, Sala A1 008, Cx Postal 68020, C.E.P. 21941-590, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
email:
vsmgomes@yahoo.com.br
Bette A. Loiselle
University of Missouri
Department of Biology, 8001 Natural Bridge Road, University of Missouri - St. Louis, St. Louis, MO 63121-4499, USA
Maria Alice S. Alves
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Departamento de Ecologia, IBRAG, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rua São Francisco Xavier, 524. Maracanã, C.E.P.20550-011, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
palavras-chave
Floresta Atlântica, comportamento, dieta, Mimus gilvus, Zonotrichia capensis
Resumo
O conhecimento das estratégias de uso da vegetação pela fauna para forrageio tem implicações para conservação e manejo de habitats. Restinga é um ambiente tropical, associado à Mata Atlântica, ameaçado e ainda pouco conhecido que poderia se beneficiar desse tipo de informação para conhecer quais espécies de plantas podem ser utilizadas e dispersas por aves que atuem na manutenção deste habitat. Aves frugÃvoras e insetÃvoras são importantes componentes de ecossistemas tropicais, como a restinga. Para fornecer mais informações acerca da ecologia da restinga, nós estudamos o comportamento de forrageio e o uso do espaço das aves no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, sudeste do Brasil. Nós encontramos que os comportamentos de forrageio foram similares à queles registrados para as mesmas espécies em outros ambientes. Além disso, o uso do espaço da vegetação de restinga pelas espécies mais abundantes não apresentou grande sobreposição, exceto por duas espécies insetÃvoras que usaram manobras de forrageio diferentes e duas aves frugÃvoras que forragearam em bando. As duas espécies mais abundantes foram generalistas em suas dietas e foram capazes de forragear no chão sobre areia nua.