|
|||||||||
|
Estrutura e composição da ictiofauna de riachos da bacia do Rio Grande no Estado de São Paulo, sudeste do Brasil |
||||||||
|
Ricardo M. C. Castro ![]() Laboratório de Ictiologia de Ribeirão Preto (LIRP), Departamento de Biologia da FFCLRP-USP Av. Bandeirantes 3900, 14040-901 Ribeirão Preto, SP, Brasil email: rmcastro@ffclrp.usp.br Lilian Casatti ![]() Departamento de Zoologia e Botânica, IBILCE, Universidade Estadual Paulista R. Cristóvão Colombo 2265, 15054-000 São José do Rio Preto, SP, Brasil Hertz F. Santos ![]() Laboratório de Ictiologia de Ribeirão Preto (LIRP), Departamento de Biologia da FFCLRP-USP Av. Bandeirantes 3900, 14040-901 Ribeirão Preto, SP, Brasil Alex L. A. Melo ![]() Laboratório de Ictiologia de Ribeirão Preto (LIRP), Departamento de Biologia da FFCLRP-USP Av. Bandeirantes 3900, 14040-901 Ribeirão Preto, SP, Brasil Luiz S. F. Martins ![]() Laboratório de Ictiologia de Ribeirão Preto (LIRP), Departamento de Biologia da FFCLRP-USP Av. Bandeirantes 3900, 14040-901 Ribeirão Preto, SP, Brasil Katiane M. Ferreira ![]() Laboratório de Ictiologia de Ribeirão Preto (LIRP), Departamento de Biologia da FFCLRP-USP Av. Bandeirantes 3900, 14040-901 Ribeirão Preto, SP, Brasil Fernando Z. Gibran ![]() Laboratório de Ictiologia de Ribeirão Preto (LIRP), Departamento de Biologia da FFCLRP-USP Av. Bandeirantes 3900, 14040-901 Ribeirão Preto, SP, Brasil Ricardo C. Benine ![]() Laboratório de Ictiologia de Ribeirão Preto (LIRP), Departamento de Biologia da FFCLRP-USP Av. Bandeirantes 3900, 14040-901 Ribeirão Preto, SP, Brasil Murilo Carvalho ![]() Laboratório de Ictiologia de Ribeirão Preto (LIRP), Departamento de Biologia da FFCLRP-USP Av. Bandeirantes 3900, 14040-901 Ribeirão Preto, SP, Brasil Alexandre C. Ribeiro ![]() Laboratório de Ictiologia de Ribeirão Preto (LIRP), Departamento de Biologia da FFCLRP-USP Av. Bandeirantes 3900, 14040-901 Ribeirão Preto, SP, Brasil Tatiana X. Abreu ![]() Laboratório de Ictiologia de Ribeirão Preto (LIRP), Departamento de Biologia da FFCLRP-USP Av. Bandeirantes 3900, 14040-901 Ribeirão Preto, SP, Brasil Flávio A. Bockmann ![]() Laboratório de Ictiologia de Ribeirão Preto (LIRP), Departamento de Biologia da FFCLRP-USP Av. Bandeirantes 3900, 14040-901 Ribeirão Preto, SP, Brasil Gabriela Z. Pelição ![]() Laboratório de Ictiologia de Ribeirão Preto (LIRP), Departamento de Biologia da FFCLRP-USP Av. Bandeirantes 3900, 14040-901 Ribeirão Preto, SP, Brasil Renata Stopiglia ![]() Laboratório de Ictiologia de Ribeirão Preto (LIRP), Departamento de Biologia da FFCLRP-USP Av. Bandeirantes 3900, 14040-901 Ribeirão Preto, SP, Brasil Francisco Langeani ![]() Departamento de Zoologia e Botânica, IBILCE, Universidade Estadual Paulista R. Cristóvão Colombo 2265, 15054-000 São José do Rio Preto, SP, Brasil palavras-chave Bacia do Alto Rio Paraná, Rio Grande, Rio Turvo, Rio Pardo, Rio SapucaÃ, peixes de riachos, diversidade, sudeste do Brasil publicado em: 30/04/2004 ![]() |
![]() Resumo Foram amostrados 18 trechos de riachos com 100 m de extensão, todos de ordem igual ou menor a três, em três tributários (Rios Turvo, Pardo e SapucaÃ) da margem esquerda do canal principal do Rio Grande (seis trechos de riacho por tributário), São Paulo. O ponto médio de cada trecho foi georreferenciado via satélite com receptor GPS e o uso de metodologia padronizada de coleta de dados ambientais e peixes (baseada principalmente na pesca elétrica), possibilitou a obtenção das seguintes informações em cada local: 1) composição taxonômica da ictiofauna e contribuição, em termos de número de indivÃduos e biomassa, de cada espécie para a ictiofauna local como um todo; 2) documentação fotográfica de espécimes representativos de cada espécie coletada com sua coloração natural; 3) descrição de cada ambiente coletado, com ilustrações fotográficas coloridas, e seus principais parâmetros bióticos e abióticos. No total foram coletados 3.070 exemplares, pertencentes a seis ordens, 18 famÃlias, 44 gêneros e 64 espécies, com biomassa total de 14,3 kg. Das espécies coletadas, aproximadamente 50% pertencem a ordem Characiformes, 26,5% a Siluriformes, 11% a Perciformes, 6% a Gymnotiformes, 5% a Cyprinodontiformes e 1,5% a Synbranchiformes. As espécies mais abundantes em termos de número de indivÃduos foram Astyanax altiparanae (17,4%) e Hypostomus ancistroides (9%); aquelas com maior biomassa foram A. altiparanae (35%) e Geophagus brasiliensis (9%). Em termos de abundância e biomassa por famÃlia, a composição da fauna de peixes estudada indica a predominância expressiva de Characidae, seguida por Loricariidae e Cichlidae. Dentre os trechos amostrados, o trecho SG6 (26 espécies) e o PG4 (três espécies), apresentaram a maior e a menor riqueza em espécies, respectivamente, coincidindo com os valores obtidos para o Ãndice de diversidade especÃfica de Shannon-Wiener (H´= 1,08 e 0,26, respectivamente). A riqueza média encontrada foi de 12 espécies por trecho de riacho. Na estimativa de riqueza por extrapolação para o conjunto total de riachos amostrados na bacia do Rio Grande, obtivemos um valor de 93 espécies (erro padrão igual a três) indicando ser necessário um esforço amostral adicional moderado para atingir a assÃntota da curva. Das 64 espécies coletadas, quatro (aproximadamente 6% do total) são seguramente novas, sete (aproximadamente 11% do total) possuem status taxonômico ainda indefinido, enquanto outras duas (aproximadamente 3% do total) são espécies certamente introduzidas. Analisando a estrutura trófica e espacial da ictiofauna estudada as 10 espécies numericamente dominantes nos riachos amostrados dividem-se, com base em dados de literatura, em ordem decrescente de importância numérica, em cinco guildas: onÃvoros nectônicos; invertÃvoros bentônicos; perifitÃvoros; algÃvoros e onÃvoros bentônicos. Uma chave de identificação para todas as espécies de peixes coletadas durante este estudo é fornecida ao final deste trabalho. Espécies citadas  Apareiodon affinisÂ
 Apareiodon ibitiensisÂ
 Aspidoras fuscoguttatusÂ
 Astyanax altiparanaeÂ
 Astyanax fasciatusÂ
 Astyanax scabripinnisÂ
 Astyanax spÂ
 Bryconamericus stramineusÂ
 Bryconamericus spÂ
 Cetopsorhamdia iheringiÂ
 Characidium gomesiÂ
 Characidium cfÂ
 Characidium zebraÂ
 Cichla monoculusÂ
 Cichlasoma facetumÂ
 Cichlasoma paranaenseÂ
 Corydoras aeneusÂ
 Crenicichla britskiiÂ
 Crenicichla haroldoiÂ
 Geophagus brasiliensisÂ
 Gymnocorymbus ternetziÂ
 Hemigrammus marginatusÂ
 Hemigrammus spÂ
 Hisonotus insperatusÂ
 Hisonotus spÂ
 Hoplerythrinus unitaeniatusÂ
 Hoplias malabaricusÂ
 Hyphessobrycon anisitsiÂ
 Hyphessobrycon equesÂ
 Hypostomus ancistroidesÂ
 Hypostomus nigromaculatusÂ
 Hypostomus spÂ
 Lepthoplosternum pectoraleÂ
 Megalechis personataÂ
 Metynnis molaÂ
 Moenkhausia intermediaÂ
 Moenkhausia sanctaefilomenaeÂ
 Oligosarcus pintoiÂ
 Parodon nasusÂ
 Phalloceros caudimaculatusÂ
 Phenacorhamdia tenebrosaÂ
 Phenacorhamdia tenebrosaÂ
 Piabina argenteaÂ
 Pimelodella spÂ
 Pimelodus maculatusÂ
 Planaltina britskiiÂ
 Poecilia reticulataÂ
 Pyrrhulina australisÂ
 Rhamdia quelenÂ
 Rivulus pictusÂ
 Satanoperca pappaterraÂ
 Serrapinnus heterodonÂ
 Serrapinnus notomelasÂ
 Steindachnerina insculptÂ
 Synbranchus marmoratusÂ
 Trichomycterus brasiliensisÂ
|
||||||||
|
|---|
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, Fapesp Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPq Centro de Referência em Informação Ambiental, CRIA © BIOTA NEOTROPICA, 2004 |