Vol 3 Num 2




Alometria de plântulas e jovens de espécies arbóreas: copa x altura

Rita de Cássia Quitete Portela

Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal, Departamento de Botânica, Instituto de Biologia, Unicamp
C. Postal 6109, CEP 13083-970, Campinas, SP, Brasil
email: rita@quiteteportela.com.br

Flavio Antonio Maës dos Santos

Departamento de Botânica, Instituto de Biologia, Unicamp
C. Postal 6109, CEP 13083-970, Campinas, SP, Brasil

palavras-chave
alometria, plântula, copa, altura, floresta Atlântica

publicado em: 01/07/2003





Resumo
Muitos caracteres morfológicos e de desenvolvimento de diferentes partes de uma planta variam dependendo da arquitetura da espécie, do microambiente, e do grau de restrição ecológica onde esta iniciou seu crescimento. Dentro deste contexto, este estudo teve como objetivo analisar a relação alométrica entre o maior eixo de copa e a altura, para a comunidade de plântulas e indivíduos jovens de espécies arbóreas com até 1 m de altura na Reserva Estadual do Morro Grande (23o35'S - 23o50'S; 46o45'W - 47o15'W), situada no Planalto Atlântico de São Paulo. Foram feitas seis transecções onde a cada 2,5 metros foi estabelecida uma parcela de 1x1m, totalizando 34 parcelas. Todos os indivíduos encontrados dentro das parcelas tiveram a altura e o maior eixo horizontal da copa medidos, sendo amostrados em cada transecção 100 indivíduos, totalizando uma amostra de 600 indivíduos. Foram ajustados diferentes modelos de regressão aos dados (linear, exponencial, potencial, polinomial e logarítmica) sendo que a potencial apresentou o melhor ajuste (r2 = 0,640, p<0,001). O fato de jovens de diferentes espécies se ajustarem a um único modelo alométrico sugere que os fatores ecológicos podem ter um papel restritivo na alometria das plântulas e jovens de espécies arbóreas.



Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, Fapesp
Centro de Referência em Informação Ambiental, CRIA
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