Serpentes do Estado de Rondônia, Brasil

Paulo Sérgio Bernarde
Universidade Federal do Acre, Campus Floresta
Laboratório de Herpetologia, Centro Multidisciplinar, CEP 69980-000. Cruzeiro do Sul, AC, Brasil
email: snakebernarde@hotmail.com
Saymon de Albuquerque
Centro de Ensino Faculdade São Lucas
Departamento de Zoologia, Rua Alexandre Guimarães, 1927, Bairro Areal, CEP 76.804-373. Porto Velho, RO, Brasil
Thiago Oliveira Barros
Faunística Soluções Ambientais
Faunística Soluções Ambientais, FSA, Brasília, DF, Brasil
Luiz Carlos Batista Turci
Universidade Federal do Acre, Campus Floresta
Laboratório de Herpetologia, Centro Multidisciplinar, CEP 69980-000. Cruzeiro do Sul, AC, Brasil

palavras-chave
Répteis, Squamata, Amazônia, Inventário


Resumo
Esse estudo teve como objetivo atualizar a lista de serpentes do estado de Rondônia a partir de levantamento bibliográfico, e fornecer algumas informações sobre a distribuição das espécies. São registradas para o estado de Rondônia 118 espécies de serpentes, pertencentes a oito famílias: Leptotyphlopidae (4 espécies), Typhlopidae (1), Aniliidae (1), Boidae (6), Colubridae (21), Dipsadidae (67), Elapidae (9) e Viperidae (9). Dessas, 109 foram registradas para áreas de floresta amazônica e 27 em cerrado. A menor riqueza encontrada em cerrado (27 espécies) provavelmente deve estar associada aos poucos trabalhos desenvolvidos nessas áreas e pelo fato dessa formação vegetal ocupar uma área de cerca de apenas 5% do estado. Nove espécies (Epicrates crassus, Chironius flavolineatus, Drymoluber brazili, Apostolepis striata, Oxyrhopus rhombifer, Pseudoboa nigra, Xenodon merremii, Bothrops mattogrossensis e Crotalus durissus) foram registradas exclusivamente em áreas de cerrado, sendo formas associadas a esse ambiente na Amazônia. Seis espécies (Masticophis mentovarius, Apostolepis striata, Erythrolamprus mimus, Micrurus mipartitus, Micrurus sp. e Bothrocophias microphthalmus) são conhecidas no Brasil apenas para Rondônia. Existem lacunas sobre o conhecimento das serpentes em algumas regiões de Rondônia, sendo essencial a realização de mais estudos de inventário. Tal necessidade se torna mais urgente devido à crescente destruição dos habitats ao longo do Cerrado e nas porções sul da Amazônia.



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