Herpetofauna da área do Igarapé Esperança na Reserva Extrativista Riozinho da Liberdade, Acre – Brasil

Paulo Sérgio Bernarde
Universidade Federal do Acre
Laboratório de Herpetologia, Centro Multidisciplinar, Campus Floresta. CEP 69980-000. Cruzeiro do Sul, AC, Brasil
email: snakebernarde@hotmail.com
Reginaldo Assêncio Machado
Universidade Federal do Acre
Laboratório de Herpetologia, Centro Multidisciplinar, Campus Floresta. CEP 69980-000. Cruzeiro do Sul, AC, Brasil
Luiz Carlos Batista Turci
Universidade Federal do Acre
Laboratório de Herpetologia, Centro Multidisciplinar, Campus Floresta. CEP 69980-000. Cruzeiro do Sul, AC, Brasil

palavras-chave
Amazônia, Amphibia, Reptilia, Anura, Squamata


Resumo
A região do Alto Juruá localiza-se no estado do Acre (oeste da Amazônia brasileira) e é uma região conhecida por apresentar uma alta diversidade e também considerada prioritária para inventariamento e conservação da herpetofauna. Este trabalho foi realizado entre agosto de 2006 a junho de 2008 e apresenta a lista de espécies de anfíbios e répteis da área do Igarapé Esperança na Reserva Extrativista Riozinho da Liberdade, Acre. Quatro métodos amostrais foram empregados para inventariar a herpetofauna: procura limitada por tempo, armadilhas de interceptação e queda, registros auditivos e encontros ocasionais. Foram registradas 162 espécies, sendo 83 de anfíbios (80 anuros, dois gimnofionos e uma salamandra) e 79 de répteis (29 lagartos, 42 serpentes, um anfisbênio, quatro quelônios e três jacarés). Dessas espécies, onze (Adelphobates quinquevittatus, Hyalinobatrachium munozorum, Pristimantis academicus, P. aureolineatus, Syncope antenori, Alopoglossus buckleyi, Drymobius rhombifer, Liophis dorsocorallinus, L. taeniogaster, Umbrivaga pygmaea e Micrurus remotus) - foram registradas pela primeira vez para o Acre, sendo que seis delas (H. munozorum, P. academicus, P. aureolineatus, S. antenori, A. buckleyi e L. dorsocorallinus) consistem também os primeiros registros para o Brasil. Salienta-se aqui a importância da forma do uso das florestas pelas populações tradicionais (indígenas, extrativistas e ribeirinhos) e das áreas protegidas na conservação da alta biodiversidade encontrada no Alto Juruá e também a necessidade de estudos sobre o uso de algumas espécies (especialmente de quelônios e crocodilianos) para analisar possíveis impactos sobre as populações desses animais.



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